terça-feira, 27 de março de 2018

Mudança no estilo de vida evita câncer

Novos dados mostram que seria possível prevenir mais de 2,5 mil casos por semana
De cada dez casos de câncer registrados no Reino Unido, quatro poderiam ser evitados se os britânicos fizessem mudanças em seus estilos de vida, como consumir menos álcool, abandonar o cigarro e perder peso, entre outras medidas. Novos dados divulgados pelo instituto Cancer Research UK mostram que mais de 2,5 mil casos da doença por semana são evitáveis, sendo o tabaco e a obesidade os principais fatores.
- O câncer de pulmão responde por mais da metade dos casos da doença relacionados com o fumo, mas são registrados anualmente milhares de episódios casos de câncer de bexiga, esôfago e intestino, entre outros – explicou Katrina Brown, líder do estudo, ao "Guardian".
Os pesquisadores ligam o alerta para a obesidade. Enquanto o número de novos casos da doença relacionados com o tabaco diminui cerca de um ponto percentual ao ano – de 19,4% do total de casos em 2011 para 15,5% em 2015 -, por causa da redução do número de fumantes, o número de cânceres provocados pelo excesso de peso vem aumentando. Em 2011, eles representavam 5,5% dos casos contra 6,3% nesse último levantamento.
Esses números mostram que a batalha para vencer os cânceres relacionados com o fumo está longe do fim, mas a queda no número de fumantes mostra que as estratégias de prevenção estão funcionando – destacou Linda Bauld, pesquisadora do instituto. – A obesidade é uma grande ameaça à saúde agora, e a situação só vai piorar se nada for feito.
DANOS DA OBESIDADE
Em 2015, o tabaco foi responsável por cerca de 54,2 mil novos casos de câncer no Reino Unido. Já a obesidade está relacionada com 22,8 mil novos casos da doença. Segundo o instituto, a obesidade provoca 13 tipos diferentes de câncer, incluindo no intestino, nos rins, no útero e nas mamas. A terceira maior causa evitável de câncer é a exposição à radiação ultravioleta do Sol e câmaras de bronzeamento, que provocam cerca de 13,6 mil casos de câncer de pele por ano, 3,8% do total.
Outras causas evitáveis são o uso do álcool e o consumo insuficiente de fibra, responsáveis por 11,9 mil e 11,7 mil casos de câncer, respectivamente, e a poluição do ar, culpada por 3,6 mil cânceres de pulmão por ano.
Esta é a íntegra de uma notícia publicada na edição de 24 de março de 2018 do jornal O Globo.
"Mudança no estilo de vida evita câncer", diz o título da notícia. "Novos dados mostram que seria possível prevenir mais de 2,5 mil casos por semana", diz o subtítulo.
Mudança no estilo de vida e prevenção, eis duas ações imprescindíveis para evitar não só o câncer como também a infindável quantidade de doenças físicas, psicológicas, morais e espirituais que assolam esta insana civilização (sic) que tem na indústria da doença um de seus segmentos mais lucrativos.
Há uma frase, cujo autor desconheço, que diz o seguinte: "Cidade limpa não é a que mais se varre; é a que menos se suja.". Frase que, mutatis mutandis, resulta na seguinte: "Sociedade sã não é aquela em que mais se toma remédios; é aquela em que menos se adoece."
E prosseguem as paráfrases. "Sociedade onde menos se adoece não é aquela em que há mais médicos; é aquela em que médicos são menos necessários". É aquela em que o estágio evolutivo de seus integrantes já os possibilita entender que doenças são consequências naturais de estilos de vida equivocados, e que, consequentemente, evitá-las é algo que requer a adoção de estilos de vida saudáveis.
Adoção de estilos saudáveis, eis a solução para todo mal que assole uma sociedade. E para defender o que acabo de dizer, segue o título de uma notícia que eu gostaria muito de ver publicada: Mudança no estilo de direção evita mortes, mutilações e lesões irreversíveis que ocorrem no trânsito.
"A obesidade é uma grande ameaça à saúde agora, e a situação só vai piorar se nada for feito.", destacou Linda Bauld, pesquisadora do instituto Cancer Research UK. Sim, diante de qualquer coisa que nos ameace, sempre que nada for feito a situação só vai piorar. Vocês lembram uma frase que diz: "Vamos deixar como está para ver como é que fica"? Pois é. Fica sempre pior!
Sendo assim, com a intenção de evitarmos males cada vez piores, que tal passarmos a adotar estilos de vida cada vez melhores?

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Ex-funcionários do Facebook e Google se unem contra vício em tecnologia

Diversos profissionais de tecnologia do Vale do Silício que estiveram entre os primeiros empregados do Facebook e do Google, alarmados com os efeitos perversos das redes sociais e dos smartphones, estão se unindo para desafiar as empresas que ajudaram a construir.
Esses especialistas formaram uma organização chamada Centro para Uma Tecnologia Humana. Em parceria com a Common Sense Media, organização sem fins lucrativos que fiscaliza a mídia, o grupo planeja um esforço de lobby contra o vício em tecnologia e uma campanha de propaganda nas 55 mil escolas públicas dos EUA.
A campanha, intitulada "A Verdade Sobre a Tecnologia", terá verba de US$ 7 milhões, vinda da Common Sense e de capital arrecadado pelo Centro para Uma Tecnologia Humana, e terá por objetivo educar estudantes, pais e professores quanto aos perigos da tecnologia, entre os quais a depressão que pode ser causada pelo uso de mídia social.
"Nós estivemos do lado de dentro", disse Tristan Harris, ex-encarregado de questões éticas do Google e presidente da nova organização. "Sabemos o que essas empresas medem. Sabemos como elas falam, e sabemos como a engenharia funciona."
Esta é a íntegra de uma notícia publicada na edição de 06 de fevereiro de 2018 do jornal Folha de S.Paulo com a indicação de ter sido publicada no "New York Times" e com tradução atribuída a Paulo Migliaccio.
"Alarmados com os efeitos perversos das redes sociais e dos smartphones", diversos profissionais de tecnologia do Vale do Silício estão se unindo para desafiar as empresas que ajudaram a construir. Quando os próprios criadores alarmam-se com os efeitos perversos das coisas impróprias por eles criadas creio que a coisa esteja realmente feia!
"Nós estivemos do lado de dentro", disse Tristan Harris, ex-encarregado de questões éticas do Google e presidente da nova organização. "Sabemos o que essas empresas medem. Sabemos como elas falam, e sabemos como a engenharia funciona."
Sabedor de tais coisas, e "alarmado com os efeitos perversos daquilo que ajudou a criar", o que faz Tristan Harris? Para responder esta indagação, segue um trecho do artigo intitulado A Boceta de Pandora publicado na edição de 27 de outubro de 2017 do jornal Folha de S.Paulo na coluna assinada por Fernanda Torres.
"Tristan Harris, ex-empregado do Google, dedica-se ao estudo da manipulação mental da nova indústria. É um dos que, cientes do estrago, reflete sobre a possibilidade de, com a mesma ciência que criou o monstro, redefinir uma ética que influencie outros padrões na comunidade."
"Manipulação mental da nova indústria"! Sinistro, não? "Refletir sobre a possibilidade de, com a mesma ciência (a manipulação mental?) que criou o monstro, redefinir uma ética que influencie outros padrões na comunidade", eis algo temível para quem acredite na seguinte afirmação de Albert Einstein: "O mundo que criamos, como resultado de nosso pensamento, tem agora problemas que não podem ser resolvidos se pensarmos da mesma forma que quando os criamos". E ao falar em "ciência que criou o monstro", creio que seja válido reproduzir aqui algo que li no artigo de Fernanda Torres citado no segundo parágrafo acima.
"Justin Rosenstein, o criador do like do Facebook, e seus pares, e são muitos na reportagem (publicada no "Guardian"), explicam que todos os dispositivos psicológicos de adição foram usados para manter o internauta ligado ao smartphone."
"Dispositivos psicológicos de adição para manter o internauta ligado ao smartphone."! Que coisa sinistra, hein!
Citando mais um profissional de tecnologia do Vale do Silício "alarmado com os efeitos perversos das redes sociais e dos smartphones", segue um parágrafo extraído de uma notícia publicada na edição de 13 de dezembro de 2017 do jornal Folha de S.Paulo na coluna Toda Mídia assinada por Nelson de Sá, sob o título Cresce a reação viral às gigantes de tecnologia.
"O hoje investidor Chamath Palihapitiya, que foi vice-presidente para crescimento de usuários do Facebook, declarou publicamente na Universidade Stanford, no Vale do Silício, a 'tremenda culpa' que sente pela empresa que ajudou a construir. Recomendando aos estudantes uma 'forte ruptura' com mídia social, ele afirmou, como o site 'The Verge' noticiou, dando início à viralização do vídeo: 'Eu acho que nós criamos ferramentas que estão rasgando o tecido social, a maneira como a sociedade funciona'."
Uma organização chamada Centro para Uma Tecnologia Humana formada por renomados (e alarmados) profissionais de tecnologia promovendo uma campanha intitulada A Verdade Sobre a Tecnologia. Será que essa turma conseguiu, finalmente, enxergar a verdade expressa em uma afirmação feita pelo renomado físico brasileiro Marcelo Gleiser em entrevista publicada há quase dezessete anos (em 29 de julho de 2001) no caderno mais! (suplemento dominical do jornal Folha de S.Paulo) e reproduzida no próximo parágrafo?
"O cientista tem o dever moral de alertar a população não só para o lado luz, 'a ciência vai resolver os males do mundo', mas também mostrar o lado de que ela provoca vários desses males."
E para encerrar uma postagem cujo título fala em vício, segue uma frase publicada na edição de 03 de dezembro de 2017 do jornal Folha de S.Paulo, no espaço intitulado 'FRASES O Que Eles disseram. "Evito as redes sociais pela mesma razão que evito as drogas, sinto que podem me fazer mal." (Jaron Lanier, Inventor da realidade virtual).

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Real dá aval a Jorge Mendes para negociar Cristiano Ronaldo, diz jornal português

Segundo "Record", empresário recebeu autorização do presidente Florentino Pérez em pessoa. "El Mundo" diz que craque pede o mesmo salário de Messi para renovar seu contrato
Diante da insatisfação de Cristiano Ronaldo, o Real Madrid deu a Jorge Mendes, empresário do jogador, o aval para abrir conversas e negociá-lo na próxima janela de transferências. As informações são do jornal português "Record".
De acordo com a notícia, a autorização teria sido concedida por Florentino Pérez em pessoa. O presidente do Real, no entanto, não estipulou um valor pelo qual liberaria o melhor jogador do mundo.
As especulações de que Cristiano Ronaldo poderia deixar o Real Madrid depois de nove anos voltou a ganhar força nos últimos dias. O jornal madrilenho "As" enumerou os motivos da insatisfação do craque no clube merengue e revelou o plano de um retorno ao Manchester United. E uma rádio de Madri disse que Florentino Pérez poderia, inclusive, incluí-lo numa troca com o Paris Saint-Germain por Neymar.
Craque quer o mesmo salário de Messi
O que mais incomoda Cristiano Ronaldo é o fato de seu contrato (a que vai até 2021) ainda não ter sido renovado, concordam os principais veículos da imprensa espanhola. O "El Mundo" diz que o jogador enxerga como uma falta de respeito receber "apenas" €21 milhões fixos por ano enquanto Messi, no Barcelona, tem salário que ultrapassa os €40 milhões anuais. Para estender seu vínculo, o gajo pede, no mínimo, uma equiparação com os vencimentos do argentino.
- Sempre me dizem "amanhã, amanhã, amanhã". Não é uma questão de dinheiro, e sim de status - teria dito CR7 a pessoas mais próximas.
Esta é a íntegra de uma reportagem publicada no GloboEsporte.com em 16 de janeiro de 2018.
O que me levou a querer opinar sobre essa reportagem aparentemente desinteressante? A afirmação contida em sua frase final. "Não é uma questão de dinheiro, e sim de status" - teria dito CR7 a pessoas mais próximas. Afirmação que me fez lembrar uma argumentação contida em um episódio de Breaking Bad, a série que conta a história de um professor de química derrotado pela vida ao experimentar uma existência miserável na cidadezinha de Albuquerque, Novo México.
"Você acha que entrei nesse mundo pelo dinheiro?", argumenta Walter White (personagem principal) quando sua esposa lhe pergunta se ele já não tem dinheiro suficiente para voltar a ter uma vida normal e deixar de ser um criminoso. "Não, eu não entrei nesse mundo pelo dinheiro. Ele significa pouco para mim. Eu entrei pelo poder (for the empire, no original).".
"Não é uma questão de dinheiro, e sim de status", teria dito Cristiano Ronaldo. "Não, eu não entrei nesse mundo pelo dinheiro. Ele significa pouco para mim. Eu entrei pelo poder.", disse Walter White.
Sem querer fazer qualquer comparação do caráter do personagem dos gramados com o do personagem das telas, será que, em última análise, os que os dois dizem expressam a mesma coisa: o fascínio pelo poder? Será que tal fascínio é o principal fator por trás (ou seria à frente?) das ações da imensa maioria dos integrantes da autodenominada espécie inteligente do universo? Será que é esse fascínio que provoca as deploráveis ações da quase totalidade da classe política pelo mundo afora? E das ações da imensa quantidade de grupos cuja principal ocupação é o cometimento de atrocidades?
O parágrafo abaixo apresenta um relato do delegado Orlando Zaccone feito em um documentário intitulado Armados, apresentado pela TV Futura, e que pode ser visto no endereço https://www.youtube.com/watch?v=quCWB_O4KZI.
"Quando eu era delegado, aqui na Tijuca, eu cansei de ver grupos que iam pra pista roubar carro com fuzil, com armamento pesado, armamento de guerra. Roubavam carro, uma pick up, iam pro baile funk, era até no Salgueiro na época, ficavam no baile com o carro, desciam com o carro e largavam o carro na pista. Ou seja, eles não queriam nem o valor econômico do veículo, o que eles queriam era o valor simbólico."
Fascínio pelo poder! "Poder! Uma palavra tão mágica que está dentro das piores conclusões humanas", diz Marcelo Yuka no documentário supracitado. Fascínio pelo poder! Uma coisa tão nociva que mesmo quando não está causando algum mal a outrem está causando a si próprio, digo eu nesta postagem, ao interpretar a insatisfação do "melhor jogador do mundo". "Melhor jogador do mundo"! Melhor jogador do mundo em um esporte, ou melhor, em um "negócio", onde o êxito depende de onze jogadores. Será que isso faz sentido? Bem, deixemos isso prá lá. Afinal a provocação para a postagem foi "apenas" o fascínio pelo poder.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

A praga do longo expediente

Excesso de trabalho mata. E, quando não mata, é improdutivo
Sabe o que significa "karoshi"? É o termo em japonês para "morte por excesso de trabalho", um mal que assola o Japão desde meados do século passado e parecia ter arrefecido, até ressurgirem notícias trágicas como a da publicitária de 24 anos que se matou após trabalhar até 105 horas extras, ou do enfarte da jornalista da rede NHK, de 31 anos, que só folgava dois dias por mês. Exaltar longos expedientes, supostamente uma forma de se colocar acima dos colegas em produtividade, na verdade, não passa de uma jogada improdutiva. Estudo da Universidade de Stanford constatou: expedientes semanais que excedam entre 40 e 49 horas acabam se tornando negativos, pois, quanto mais extensos, menos produtivos se tornam. E, quando uma pessoa trabalha acima de 53 horas semanais, os resultados obtidos acabam rendendo metade do que obteriam se respeitassem um limite aceitável.
Isso abala principalmente o mito cultuado no setor de startups, segundo o qual quanto mais horas se dedicam ao trabalho, mais resultados são obtidos. Na verdade, é o oposto: o estudo descobriu que uma das razões pelas quais startups fracassam é justamente cultuar longas jornadas sem saber distinguir entre o importante e o trivial durante o expediente. Isso leva equipes a cometerem erros estúpidos, que uma pessoa descansada facilmente evitaria. O estudo revelou também que, após longas jornadas de trabalho, programadores de computador, por exemplo, tendem a formular códigos repletos de erros ou criar mais problemas ao tentar depurar um software.
Esta é a íntegra de uma reportagem publicada na edição de novembro de 2017 da revista Época Negócios, em uma seção intitulada INTELIGÊNCIA.
"Estudo da Universidade de Stanford constatou: expedientes semanais que excedam entre 40 e 49 horas acabam se tornando negativos, pois, quanto mais extensos, menos produtivos se tornam. (...) Isso leva equipes a cometerem erros estúpidos, que uma pessoa descansada facilmente evitaria. O estudo revelou também que, após longas jornadas de trabalho, programadores de computador, por exemplo, tendem a formular códigos repletos de erros ou criar mais problemas ao tentar depurar um software."
É impressionante a quantidade de novidades antigas que nos são apresentadas nos dias de hoje! É impressionante a quantidade de estudos e de pesquisas que nos são apresentados como descobridores de coisas que um indivíduo - que conscientemente observe o que faz e atente para as consequências do que faz - já percebera com relativa facilidade.
Será que para saber que "após longas jornadas de trabalho, programadores de computador, por exemplo, tendem a formular códigos repletos de erros ou criar mais problemas ao tentar depurar um software.", é necessário que um estudo de uma universidade lhe diga isso ou o simples fato de ser um profissional consciente e atento às consequências do que faz é suficiente para que ele próprio descubra tal coisa? Comecei a trabalhar com softwares em 1974 e, mesmo sem o auxílio de qualquer um desses estudos, facilmente percebi a conclusão a que chegou o referido estudo.
"Na década de 1950, uma pesquisa feita num instituto de tecnologia do Estado de Illinois mostrou que os cientistas mais produtivos, os que publicavam mais artigos, passavam uma média de 20 horas por semana no local de trabalho. Os que passavam 35 horas publicavam menos. Os piores, em matéria de produtividade? Os que trabalhavam 60 horas por semana."
Citado como tendo sido extraído do livro Rest, Why You Get More Done When You Work Less (Descanso, Por Que Você Faz Mais Quando Trabalha Menos), de Alex Soojung-Kim Pang, um veterano do Vale do Silício e fundador da Restful Company, o parágrafo acima foi copiado de um artigo de Lúcia Guimarães intitulado Vadiagem produtiva publicado na edição de 3 de abril de 2017 do jornal O Estado de S. Paulo, e espalhado pelo blog Espalhando ideias em 4 de julho de 2017.
Ou seja, mostrar que, ao contrário do que a maioria pensa (sic), o aumento da produtividade não é diretamente proporcional à quantidade de horas trabalhadas, como revela o recente estudo da Universidade de Stanford, é algo que já era feito no século passado; no milênio passado, não é mesmo? É realmente impressionante a quantidade de novidades antigas que nos são apresentadas nos dias de hoje!
A quem quiser ler mais sobre temas como trabalhar demais, produtividade, eficiência e suas contrapartidas, segue uma relação de postagens publicadas no blog Espalhando ideias: Não é dedicação, é ineficiência (20.03.2012), Não é preguiça, é eficiência (16.03.2012), Contrate preguiçosos! (23.03.2012), Trabalhe menos (18.03.2013), Anfetamina espiritual (30 de março de 2016), Vadiagem produtiva (04.07.2017).

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Filhos da princesa Diana dizem se arrepender da última conversa

William e Harry falam que ligação antes da morte da mãe, em 1997, foi muito rápida
Os príncipes britânicos William e Harry falaram sobre o arrependimento em relação à última conversa que tiveram com a mãe, a princesa Diana, antes que ela morresse, dizendo que foi "desesperadoramente apressada".
A declaração foi feita para o documentário "Diana, Nossa Mãe: Sua Vida e Legado", do canal britânico ITV, que estreou nesta segunda-feira (24) nos EUA. O filme faz parte da lembrança dos 20 anos do acidente que levou à morte de Lady Di em Paris. Naquele 31 de agosto de 1997, William, na época com 15 anos, e Harry, com 12, passavam uns dias no Castelo de Balmoral, a residência da rainha Elizabeth 2ª na Escócia.
"Harry e eu estávamos com uma pressa desesperada para dizer tchau, você sabe, 'te vejo mais tarde'. Se eu soubesse o que iria acontecer eu não teria sido tão blasé sobre isso e todo o resto", disse o príncipe William.
Harry afirmou: "Ela estava ligando de Paris, eu não consigo lembrar necessariamente o que disse, mas tudo o que eu lembro é que eu provavelmente vou me arrepender pelo resto da vida sobre quão rápida foi aquela ligação."
Os príncipes se lembram do senso de humor de sua mãe, com o príncipe Harry descrevendo-a como "uma das mães mais marotas". "Nossa mãe era uma piadista, quando todo mundo me diz 'se era divertida, nos dê um exemplo', tudo o que escuto é sua risada na minha cabeça", acrescentou.
Decididos a mantê-la viva na memória, começaram a chamá-la de "avó Diana" para os filhos de William – os príncipes George, 4, e Charlotte, 2. "É importante que saibam quem era e que existiu", disse William. "Agora temos mais fotos em casa e falamos dela", explicou. William e Harry planejam arrecadar fundos para construir uma estátua da mãe, que será instalada no Palácio de Kensington, em Londres.
Estes são alguns trechos de uma reportagem publicada na edição de 25 de julho de 2017 do jornal O Folha de S.Paulo, com a indicação de ter sido obtida das agências de notícias.
"Os príncipes britânicos William e Harry falaram sobre o arrependimento em relação à última conversa que tiveram com a mãe, a princesa Diana, antes que ela morresse, dizendo que foi 'desesperadoramente apressada'". (...) "Harry afirmou: 'Ela estava ligando de Paris, eu não consigo lembrar necessariamente o que disse, mas tudo o que eu lembro é que eu provavelmente vou me arrepender pelo resto da vida sobre quão rápida foi aquela ligação.'"
Agir de forma "desesperadoramente apressada" e, paradoxalmente, produzir arrependimentos desesperadoramente demorados, pois, como diz o príncipe Harry, provavelmente perdurarão pelo resto da vida. Será que a frase anterior pode ser considerada uma descrição plausível para o modo de vida adotado pela imensa maioria dos integrantes desta questionável espécie inteligente do universo? O que vocês acham?
"William e Harry planejam arrecadar fundos para construir uma estátua da mãe, que será instalada no Palácio de Kensington, em Londres.", afirma a notícia selecionada para esta postagem.
Afirmação que leva-me a fazer as seguintes indagações. Será que alguém que ficou bastante conhecida por apoiar arrecadações de fundos a serem aplicados em instituições de caridade apoiaria a ideia de arrecadar fundos para construir uma estátua a ser instalada em um Palácio com o intuito de homenageá-la? Será que, vinte anos depois, os já não tão jovens príncipes, estão partindo para mais uma coisa da qual provavelmente também se arrependerão? O que vocês acham?